Roteiro de 13 dias pela Tailândia com preços para 2019

       Não vou falar sobre o roteiro que eu fiz, mas sim o que eu faria se voltasse à Tailândia agora, conhecendo melhor como as coisas funcionam.  Como eu falei no post anterior, o acesso às praias é muito difícil e pesquisando na internet é uma imensidão de praias para se conhecer que chega a ser extremamente complexo montar o roteiro e se decidir por onde ir. E como eu passeio por uns perrengues à toa, hoje faria um pouco diferente.

           Levando isso em consideração, vou fazer esse roteiro o mais enxuto possível, para quem quer ver os highlights sem passar perrengue. É um roteiro interessante para quem vai pela primeira vez e com poucos dias. Se é esse o seu objetivo, continua lendo pois vou simplificar ao máximo a locomoção e acho que está bem interessante. Para quem tá a fim de uma pegada mais longo e conhecer mais as peculiaridades de cada praia com sua festa típica, então talvez esse não seja o roteiro ideal para você.

              Locais visitados: Bangkok, Chiang Mai, Krabi, Koh Phi Phi.

Dia 1: Bangkok – Chegada a Bangkok. Descanse, o vôo é longo.

Dia 2: Bangkok – Dia inteiro para visitação dos templos. Inclusive, conhecer os templos e o Budismo foi uma das coisas que mais gostei na Tailândia, mais até do que das praias. Não menospreze esse passeio e não pense que será chato. Wat Phra Kaeo, Grand Palace e Temple of the Dawn. Sugiro começar em torno de 9 ou 10 da manhã. Termine o dia no Rooftop Sky Bar (Quem assistiu “Se beber não case” sabe de onde eu estou falando).

OBS: Vá arrumado nesse dia, porque ninguém entra no rooftop de chinelo ou desarrumado. Para visitar os templos precisa estar com joelhos e ombros cobertos. Nada de Bermuda ou camiseta de alcinha. Eu estava de vestido curto mas usei um lenço para cobrir o joelho.

Lenço na cintura para cobrir os joelhos

Os Templos Wat Phra Kaeo e Grand Palace ficam todos no mesmo complexo, onde fica a sede de governo. Não tem como não visitar este lugar.
Temple of the Dawn, fica a uma distância à pé da sede de governo. Só ir se informando com os locais que eles te guiam

No Temple of the Dawn você consegue receber uma espécie de benção budista. Lá é menos rígido com relação à roupa também. 
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Queira ter uma foto melhor no Sky Bar mas não tenho. Consegui assistir o pôr do sol lá e o lugar é incrível. Tem um restaurante maravilhoso e super famoso lá chamado Sirocco, porém o preço é salgadinho. Consumindo um drink você já tem direito a acessar o lugar, caso não queira jantar. 

Dia 3: Bangkok – Chiang Mai – A Bangkok Airways tem vários vôos diários que fazem esse trecho em 1h e 20 min. Chegando lá no vôo das 8 da manhã, você consegue visitar o templo mais famoso do lugar, o Wat Doi Suthep, que fica no topo de uma colina e é todo dourado e o Tiger Kingdom no mesmo dia.

Tiger Kingdom é um assunto polêmico. O lugar é famoso por manter os animais soltos e bem cuidados, e os bichos não são dopados. Porém há quem critique o fato de ter jaulas. A minha impressão? As jaulas são enormes, com bastante espaço para se movimentarem, tem piscina, mesa, morro, árvore e não me passou a imagem de maus tratos. Antes de entrar nas jaulas são todos avisados sobre o que pode e o que não pode fazer com os tigres. Não vi ninguém cutucando tigre para se mexer ou acordar, mas vi os tratadores pegando galhos longos com folhas e sacudindo bem pertinho dos tigres deitados para eles se animarem e brincarem um pouco. A única hora que vi um tigre se estressar foi quando um outro tigre foi empurrá-lo porque queria o lugar que ele estava deitado (era o lugar mais alto e com mais sol). Começou uma mini disputa por poder com dois gigantes do meu lado e eu confesso que fiquei bem gelada e pensando em quais seriam meus últimos pensamentos, somos orientados a ficar quietos, não gritar e não correr em casos como esse, e logo os dois se entederam e a jaula  voltou à calmaria. Visitei a unidade de Phuket, mas com essa minha mudança no roteiro eu cortaria Phuket e visitaria a unidade de Chiang Mai.

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Os bebês são super brincalhões e fofinhos
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Fiz até coceguinhas na barriga desse e ele se amarrou

Dia 4: Chiang Mai – Elephant Nature Park

Aqui é a parte do arrependimento, cortei Chiang Mai em prol de conhecer mais ilhas porque achei que poderia andar de elefante em qualquer outro lugar e fiz isso em Ayutthaya, antiga capital da Tailândia que hoje em dia é uma ruína nas cercanias de Bangkok. Isso mesmo, eu tinha na cabeça apenas a idéia de “andar de elefante” e me arrependi muito. Não recomendo. Além disso, Koh Phi Phi é a única praia incrível e imperdível que vale toda a peregrinação para chegar nela (NA MINHA OPINIÃO).

O que eu fiz? Fiquei um dia a mais em Bangkok e peguei um carro até Ayutthaya, onde visitei as ruínas da antiga capital (E AMEI!!). E andei de Elefante lá também. O que eu não sabia? Que os elefantes eram mal tratados e apanhavam com umas estacas de ferro. Andar de elefante era um ramo do turismo que estava sendo combatido e eu nem sabia. O passeio durou uns 10 ou 15 minutos somente, demos a volta em torno da ruína e o nosso elefantinho brincava com o treinador o tempo todo e achei até fofinho, apesar de muito rápido o passeio. Na saída, vimos outros elefantes que eram usados para que as pessoas pudessem alimentá-los com bananas. Ficava uma fila de turistas e o mesmo bicho tinha que comer sabe Deus quantas bananas por dia. Ele pega a banana com a tromba da sua mão, mas já estava totalmente sem fome na hora que fizemos o passeio (final do dia). Só que o adestrador ficava dando milhões de cutucadas com o ferro pra que ele continuasse pegando a comida, e já tinham até feridas no local onde ele batia. Eu não dei banana pro elefante, mas tinha acabado de fazer o passeio em cima dele.

Contei essa história triste pra dizer que o Elephant Nature Park é um santuário que resgata esses elefantes mal tratados e lá você pode passar o dia com eles, dar banho, passear perto da lama, fazer carinho e eles são super fofos e carinhosos se bem cuidados. Lá eles não usam roupas, nem transportam pessoas nas costas. Se algum vier pedir comida você pode alimentá-los, mas apenas quando eles querem. É um passeio super legal de quase um dia inteiro também. E posso dizer que pelos meus 10 min de contato com eles, queria muito ter passado um dia inteiro de pertinho, só com eles.

Dia 5: Chiang Mai – Krabi – Esse dia é perdido com vôos. São no mínimo 4h e 30 min de vôo com a Bangkok Airways e tem escala em Bangkok. O vôo chega em Krabi no final do dia.

Dia 6: Krabi – Tire o dia para relaxar, sugiro Railay Beach. Aqui bate outro arrependimento por ter escolhido Phuket que é uma cidade super feia como base para ir para Koh Phi Phi (Você só chega nela de barco saindo de OU Phuket OU Krabi). Escolhi Phuket somente para ir ao Tiger Kingdom.

Railay Beach
Essa é a Railay Beach que eu não fui

Dia 7: Krabi – Koh Phi Phi – Eu sugiro pegar o primeiro Ferry do dia para curtir Koh Phi Phi o máximo possível. O lugar é realmente lindo. Algumas dicas aqui: O ferry SEMPRE atrasa. Não compre passeios para esse dia. Não faça planos vinculados ao relógio. Apenas chegue, faça o check in do hotel e aproveite a praia principal mesmo que é linda. Outra informação importante. Todo mundo chega no mesmo porto, e não tem carros na ilha. Você carrega sua mala até o hotel sozinho. Tentei oferecer dinheiro para os trabalhadores do porto levarem a minha e ninguém aceitou. Então sugiro que se hospede no PP Charlie Beach Resort, que era o único hotel que tinha trajeto de calçada a partir do pier. O meu hotel era pé na areia e beira do mar, mas só era acessível pela areia. Imagina carregar uma mala de 23 kgs pela areia?! EU NÃO SÓ IMAGINEI COMO TIVE QUE CARREGAR! Além disso, falta muito a luz na ilha, e esse era o único hotel que vi que tinha gerador.

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Praia em Koh Phi Phi

Dias 8 e 9: Koh Phi Phi – Faça os passeios pelas ilhas e praias de Koh Phi Phi. Não deixe de ir a Monkey Beach, Bamboo Beach e até a Maya Bay, que é a praia mais famosa da Tailândia, que é onde foi feito o filme “A Praia” com o Leonardo DiCaprio. Não deixe de ir às festas famosas com fogos e Baldes de bebida na praia à noite. Essas festas acontecem todas as noites.

Dia 10: Koh Phi Phi – Krabi – Começa a peregrinação da volta. Pegue o Ferry de volta a Krabi e sugiro fortemente uma pausa para jantar no Restaurante The Grotto no pôr do sol. É um restaurante famosíssimo em Krabi, que independente do preço acho que vale a visita nem que seja para tomar um drink e comer um petisco.

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Restaurante The Grotto – Krabi

Dia 11: Krabi – Bangkok – Tem Vôo direto com duração de 1h e 30 min saindo manhã, tarde e noite de Krabi a Bangkok com a Bangkok Airways. Não é publicidade, leia o post anterior sobre a Tailândia que você vai entender a razão de eu indicar somente esta companhia aérea. Ou então se atente se o vôo é direto mesmo usando as outras companhias, como esse roteiro é diferente do que eu fiz, pode ser que o aeroporto de Krabi receba vôos de outras empresas.

Dia 12: Bangkok – Aqui pode ficar o opcional de conhecer Bangkok um pouco mais. Eu optei por não ir a Khao San Road (a famosa rua onde tem os bichos estranhos fritos e todo o caos) porque se vocês já notaram, eu fujo de caos rsrsss. Também optei por não ir até o mercado flutuante porque vi vídeos no youtube e achei caótico e além disso li que fede. Mas há quem queira fazer isso, então mais um dia seria necessário. Eu optei por conhecer as ruínas de Ayutthaya, a antiga capital da Tailândia e amei o passeio. Bangkok também tem Rooftops e incríveis (recomendo muitíssimo o Above Eleven, o lugar é surreal, são três andares, a comida é incrível e no último andar rola um Dj e todo mundo em pé, sem mesas nem garçons) e tem um bairro muito bacana chamado Siam. O Siam Paragon é um shopping muito legal de conhecer e mesmo sem fazer compras, só o bairro já merece a visita também.

 

Dia 13: Bangkok – País de Origem.

Pesquisando hoje (13/12/2018), saindo de São Paulo no período de 2-15 de fevereiro de 2019, seguindo esse roteiro, ficariam em torno de R$ 5.000,00 passagem internacional com a Ethiopian Airlines, R$ 1.175,00 passagens internas com a Bangkok Airways, R$ 4.200,00 as 12 diárias considerando um valor médio de R$ 350,00 a diária (isso significa bons hotéis na Tailândia, lá as diárias de hotéis são bem baratas, dá pra economizar aí se quiser). Total de R$ 10.375,00 por pessoa, ou R$ 16.550,00 para 2 pessoas (R$ 8.275,00 por pessoa em quarto duplo). Esses valores servem apenas como estimativa de gastos. Mas acho que já ajuda no planejamento do orçamento. Lembrando que esse valor garante uma viagem beeem confortável. Se seu objetivo for economizar tem bastante gordurinha para cortar daí.

O que acharam?? Alguém tem algo a complementar? Lembrando que a Tailândia tem muuuito mais coisa que isso. Mas para o objetivo de um roteiro enxuto de primeira vez acho que cobriu os Highlights todos.

 

Beijos e até mais. Próximo Post sai no domingo com o Raio X da Chapada dos Veadeiros.

 

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